A Bela Adormecida e Sua Produção
O clássico A Bela Adormecida (1959) é uma das animações mais ambiciosas já produzidas pela Disney. Com um alto nível de detalhamento, o filme levou quase uma década para ser concluído. A produção começou em 1951, mas só chegou às telas em 1959, tornando-se a animação mais cara do estúdio até então.
Além do longo período de desenvolvimento, o filme marcou o fim de uma era: foi a última animação de princesa da Disney desenhada completamente à mão até o lançamento de A Pequena Sereia (1989), três décadas depois. Seu estilo visual também se destacou entre os clássicos do estúdio. Inspirado em pinturas medievais e góticas, o artista Eyvind Earle criou um design único, com cenários detalhados e traços angulares, diferenciando-o de outras produções.
Mesmo após décadas, A Bela Adormecida continua sendo um marco da animação, com sua estética refinada e uma história atemporal que encantou gerações.
Rei Hubert, o Monarca
No clássico A Bela Adormecida (1959), o Rei Hubert se destaca como um dos personagens mais simpáticos e otimistas da trama. Pai do príncipe Felipe, ele sempre desejou unir seu reino ao do Rei Stefan por meio do casamento de seus filhos, Felipe e Aurora. Desde a infância dos herdeiros, Hubert alimenta a esperança de um futuro pacífico e próspero para ambos os reinos.
Diferente do sério e preocupado Rei Stefan, Hubert é amigável, expansivo e adora celebrar. Em uma de suas cenas mais memoráveis, ele compartilha um banquete com Stefan, onde expressa sua impaciência para que o casamento aconteça logo. No entanto, seu entusiasmo é momentaneamente abalado quando descobre que Felipe está apaixonado por uma "camponesa desconhecida", sem saber que se trata da própria Aurora.
Apesar dos desafios impostos pela maldição de Malévola, o desejo de Hubert se concretiza quando Felipe derrota a vilã e desperta Aurora com um beijo de amor verdadeiro. No fim, o rei vê seu sonho realizado e seus reinos unidos em um final feliz digno de conto de fadas.
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Rei Stefan e da Rainha Leah
No clássico A Bela Adormecida (1959), o Rei Stefan e a Rainha Leah protagonizam uma das histórias mais tristes do conto de fadas. Pais da princesa Aurora, eles são tomados pela alegria ao celebrar o nascimento da filha, mas a felicidade dura pouco. Durante o batizado real, a temida Malévola surge inesperadamente e lança uma terrível maldição sobre a recém-nascida, condenando-a a cair em um sono profundo ao completar 16 anos.
Desesperados para salvar a filha, o rei e a rainha confiam Aurora aos cuidados das fadas madrinhas, que a levam para viver escondida na floresta. Durante anos, Stefan e Leah governam o reino sem notícias da princesa, consumidos pela saudade e pelo medo de nunca mais vê-la. Quando a maldição finalmente se cumpre, o castelo mergulha em tristeza, e o casal real adormece junto ao restante do reino.
Embora apareçam pouco na trama, a dor e a preocupação de Stefan e Leah são essenciais para transmitir a emoção e a gravidade da maldição, tornando-os figuras fundamentais no desenrolar desse clássico atemporal da Disney.
As Fadas Madrinhas que Protegeram Aurora
No clássico A Bela Adormecida (1959), as fadas madrinhas Flora, Fauna e Primavera desempenham um papel essencial na história, garantindo a proteção da princesa Aurora contra a terrível maldição de Malévola. Para salvar a jovem, elas a criam em segredo na floresta, longe do castelo, sob o nome de Briar Rose.
Cada fada tem uma personalidade distinta: Flora, vestida de vermelho, é a líder e a mais determinada; Fauna, de verde, é doce e carinhosa; e Primavera, de azul, é alegre, mas um pouco distraída. Unidas, elas fazem de tudo para manter Aurora segura, mas acabam falhando quando a profecia se cumpre e a princesa cai no sono encantado.
Determinadas a impedir Malévola, as fadas ajudam o príncipe Felipe, libertando-o do cativeiro e lhe concedendo armas mágicas – um escudo da virtude e uma espada encantada. Com esses dons, Felipe derrota a vilã, restaurando a paz no reino.
Malévola, a Feiticeira
Considerada uma das vilãs mais icônicas da Disney, Malévola conquistou seu lugar como uma das antagonistas mais temidas das animações. Em A Bela Adormecida (1959), a poderosa feiticeira lança uma terrível maldição sobre a princesa Aurora ao ser desprezada no batizado real. Com frieza e vingança, ela decreta que a jovem espetará o dedo no fuso de uma roca ao completar 16 anos e cairá em um sono profundo.
Determinada a impedir qualquer chance de salvação, Malévola captura o príncipe Felipe, mas ele escapa com a ajuda das fadas madrinhas. Em um ato desesperado, a vilã assume sua forma mais aterrorizante: um gigantesco dragão negro que trava uma batalha épica contra o herói. No entanto, Felipe, armado com uma espada encantada, derrota Malévola, encerrando seu reinado de terror.
Com sua presença sombria, visual marcante e voz ameaçadora, Malévola se tornou um dos personagens mais memoráveis da Disney, inspirando adaptações e garantindo seu legado no mundo dos contos de fadas.
Aurora, a Bela Adormecida
Em um reino distante, a princesa Aurora, filha do Rei Stefan e da Rainha Leah, foi marcada por um destino sombrio desde o nascimento. A jovem foi amaldiçoada pela temida Malévola, que decretou que, ao completar 16 anos, ela espetaria o dedo no fuso de uma roca e cairia em um sono profundo. Para evitar a tragédia, as três boas fadas – Flora, Fauna e Primavera – levaram Aurora para uma vida simples na floresta, onde cresceu sob o nome de Briar Rose, sem saber sua verdadeira identidade.
Aurora, conhecida por sua doçura e voz encantadora, viveu sem preocupações até o dia em que encontrou o príncipe Felipe, sem imaginar que ele seria peça-chave em seu destino. No entanto, a maldição de Malévola se concretizou, e a princesa adormeceu, aguardando o beijo do amor verdadeiro para despertá-la.
A Bela Adormecida versão Disney
Em um clássico atemporal da Disney, A Bela Adormecida conta a história de Aurora, uma princesa amaldiçoada desde o nascimento pela feiticeira Malévola. Ao ser batizada, Aurora é marcada por uma profecia que prevê que, no seu 16º aniversário, ela se ferirá com o fuso de uma roca e cairá em um sono eterno. Para proteger a jovem, os pais de Aurora, o Rei e a Rainha, escondem-na com as boas fadas Flora, Fauna e Primavera, que a mantêm oculta e longe da maldição.
No entanto, o destino é imutável, e Aurora, ao encontrar o fuso, acaba se picando e adormece profundamente. Em uma tentativa de salvar a princesa, o príncipe Felipe, com a ajuda das fadas, enfrenta Malévola, que se transforma em um dragão ameaçador. A batalha culmina com a vitória do príncipe, que desperta Aurora com um beijo de amor verdadeiro, quebrando a maldição.
Com belas cenas e músicas memoráveis, como "Once Upon a Dream", A Bela Adormecida é um marco da animação da Disney desde seu lançamento em 1959. A história ressoa com temas de amor verdadeiro, coragem e a luta contra as forças do mal, encantando gerações de espectadores.
Bela Adormecida, Segundo os Irmãos Grimm
Em um reino distante, um rei e uma rainha, após muitos anos desejando um filho, recebem a profecia de que a rainha terá uma filha, e assim acontece. O rei organiza uma grande festa para celebrar o nascimento da princesa e convida doze fadas para abençoá-la. No entanto, por erro, a décima terceira fada, não convidada, lança uma maldição: a princesa espetará o dedo em um fuso aos 15 anos e morrerá. A décima segunda fada suaviza a maldição, dizendo que ela cairá em um sono profundo por 100 anos.
Apesar dos esforços para impedir o destino, a princesa, ao completar 15 anos, encontra um fuso e se fere, adormecendo instantaneamente. Todo o castelo, incluindo o rei e a rainha, também adormece. Uma densa sebe de espinhos cresce ao redor do castelo, tornando-o invisível. Muitos anos depois, um príncipe, ao ouvir a lenda da Bela Adormecida, decide tentar atravessar os espinhos. Quando ele chega à princesa e a beija, ela acorda, junto com todos no castelo.
A princesa e o príncipe se casam, e o reino desperta de seu longo sono. Eles vivem felizes para sempre.
As primeiras versões da história
A famosa história de A Bela Adormecida tem uma versão bem diferente da que muitos conhecem, e sua origem remonta a 1634, com o conto "Sol, Lua e Talia", escrito por Giambattista Basile. Na narrativa original, a princesa Talia cai em um sono profundo após se ferir com uma farpa de linho, sendo considerada morta e abandonada em seu castelo. No entanto, um rei entra na sala, a encontra viva e, acreditando que está morta, abusa dela. Ele a deixa, sem saber que a havia deixado grávida de gêmeos.
Meses depois, os bebês nascem enquanto Talia continua adormecida. Quando os filhos tentam mamar, um deles suga o veneno que havia causado o sono da mãe, fazendo-a acordar. O rei, ao retornar para o castelo, encontra Talia e seus filhos, sem saber da traição que cometeu. A rainha, furiosa com a traição, planeja matar os filhos e, após um confronto, acaba caindo em uma fogueira.
Em 1697, Charles Perrault publicou uma versão mais suave, A Bela Adormecida no Bosque, que inspirou o nome "Aurora" para a princesa. Nesta versão, a princesa adormece por um século, sendo despertada por um beijo de amor verdadeiro. No entanto, a história ainda contém elementos de traição e vingança, com a mãe do príncipe tentando matar os filhos do casal. O final feliz é quando a rainha acaba morrendo.
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